Os estilos são a reprodução do que acontece na natureza, como por exemplo, os "movimentos" das árvores motivados pela ação climática ou pelo tipo de terreno em que a planta se encontra.

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Chokkan
Árvore absolutamente ereta, com terceiro galho sempre atrás. Deve ter um aspecto rígido e uma distribuição de galhos perfeita, diminuindo à medida que o tronco se afasta do solo, formando um triângulo. O desenho da árvore é uma sobreposição de triângulos. Os galhos normalmente não devem partir do mesmo ponto do tronco, devem ser alternados, portanto. Abre-se exceção para árvores que tenham essa característica na natureza. É fundamental trabalharmos a parte posterior da árvore para obtermos o aspecto de profundidade. Aparentemente o estilo Chokkan poderia ser considerado ideal para alguém formar os primeiros bonsais, mas a necessidade de perfeição na simetria dos galhos e do tronco o tornam difícil de mais de ser moldado pelo aprendiz. O Chokkan é o estilo mais clássico do bonsai, é a árvore perfeita, a simplicidade complexa.


Fukinagashi
Como o próprio nome indica, é uma planta que está continuamente sofrendo a ação do vento predominante para um dos lados. O tronco principal não acompanha necessariamente a direção do vento, mas os galhos sempre se guiam por ele. O Fukinagashi é o estilo mais adequado para trabalhar com jin e shari. Normalmente o topo da árvore (shin) está descascado, passando ao observador uma impressão de planta muito antiga e sofrida pela ação da natureza. Este estilo, junto ao Bujingi, é um dos mais apreciados pelos admiradores da arte bonsai.


Han-Kengai
Este estilo imita a natureza quando uma árvore nasce em um terreno inclinado, como na face de um penhasco e o peso dos galhos e das folhas inclina a planta drásticamente. Subdivide-se em três: Han-kengai ou meia cacheira - quando a caída do tronco não ultrapassa o nível da base do vaso; Formal - quando a árvore mantém um ápice; Informal - quando carece dessa característica. No estilo Kengai é permitido utilizar um vaso maior do que a largura do tronco na base, para poder equilibrar fisicamente o conjunto. Mas em um trabalho harmonioso o volume visual do vaso nunca vai ser maior do que 30% do volume visual da planta. Em plantas com crescimento e dominância apical é indicado mantê-las deitadas durante a época de crescimento para educar o alinhamento das folhas e galhos.


Hokidachi
Este nome se deve à semelhança que tem a forma da copa com a forma da vassoura utilizada antigamente no Japão. O hokidachi é ideal para ser feito com plantas caducas, que perdem as folhas. Para assegurar a harmonia visual, a somatória do diâmetro dos diferentes galhos não deve ser maior que o diâmetro do tronco. Este forma também lembra o leque utilizado no teatro "Noh" japonês. É um dos estilos de maior impacto visual e há muitas escolas no sul da China que afirmam que o bonsai sem raízes expostas não é um bonsai. Práticamente todas as espécies podem ser trabalhadas neste estilo, contudo, deve-se evitar cair no absurdo de tentar fazer um Chokan-neagari.


Ishitsuki



Kabudachi



Kengai



Moyogi



Neagari



San-Bom-Yosê



Sekijoju



Shakan



Sharikan



Yosê-ue

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